Por Marli Vasserman

Abrahão Fontes Baptista, graduado em Fisioterapia e com vasta experiência na área clínica, além pesquisador em temáticas relacionadas ao cérebro, ministrou palestra, no dia 18 de abril para os alunos da terceira turma do curso Profissão Repórter 60+ intitulada: “Cérebro e envelhecimento: diminuição ou aumento de possibilidades?”.

Baptista iniciou sua falando fazendo um relato sobre as propriedades do cérebro, explicando a função e funcionamento de duas unidades fundamentais: os neurônios e as glias (células que regulam a atividade dos neurônios), destacando serem estes elementos os responsáveis por transmitir os comandos do cérebro para o corpo todo. Também abordou sobre as diferentes áreas do cérebro e as funções desempenhadas, como parte motora, responsável pelos movimentos; parte sensorial, que cuida da atenção, visual, audição, fala; e córtex pré-frontal, que aciona as funções executivas ligados ao pensamento, memória e emoções. Deixou claro que o cérebro tem a capacidade de utilizar várias dessas partes ao mesmo tempo e que existe uma conexão entre elas. Finalmente, mostrou que, com o passar dos anos, há uma mudança na intensidade no acionamento das diferentes partes do cérebro, mas que isso, ao contrário do que diz o senso comum, não significa redução da capacidade de aprendizagem ou cognitiva.

“O cérebro não é fadado a uma degeneração linear; a manutenção da capacidade cognitiva depende do que se faz ao longo da vida”, afirmou. Segundo ele, buscar aprender coisa novas, que demandem habilidades ainda não desenvolvidas e exponham o cérebro a novas situações, é uma forma de desenvolver novas conexões cerebrais melhorando a memória. A maturidade emocional é atingida aos 50 anos de idade, sendo este momento em que se deve prestar mais atenção e ir atrás de novos desafios. “Aprender faz o cérebro mudar. Não se deve dizer que o cérebro está declinando com o envelhecimento, é preciso mudar esta visão”, defendeu.